Somente em 2023, o Pix movimentou mais de R$ 17 trilhões. Agora, o BC estuda uma nova tecnologia, que promete mudar a forma como lidamos com dinheiro.
Antonio Oliveira Publicado em 07/08/2024, às 05h00
Em 2020, o Banco Central do Brasil revolucionou o mercado financeiro brasileiro e também mundial quando lançou o Pix. O sistema de pagamentos instantâneo logo se tornou popular entre os brasileiros.
Segundo o órgão, somente em 2023, o Pix movimentou mais de R$ 17 trilhões. Agora, o BC estuda uma nova tecnologia, que promete mudar totalmente a maneira como lidamos com dinheiro.
O Drex, chamado de Real X, ou simplesmente Real Digital, está sendo estudado desde o ano passado. Se trata de uma versão virtual da moeda brasileira. Com isso, algumas pessoas temem que as cédulas em papel possam acabar.
O Banco Central do Brasil começou os testes do Drex, a moeda digital do banco central (CBDC) brasileira. Essa novidade deve revolucionar a maneira como interagimos com o dinheiro.
Mas o que isso quer dizer na prática? Quais os impactos dessa mudança para a economia e para a sociedade? Existem diversas dúvidas relacionadas a essa nova moeda, especialmente entre os brasileiros que não possuem conhecimento em economia.
O Drex é uma representação digital do real, emitida e assegurada pelo Banco Central. Diferentemente das criptomoedas, como o Bitcoin, não é descentralizado e está vinculado de forma direta a unidade monetária nacional.
Essa nova maneira de dinheiro traz vantagens importantes. As transações feitas são registradas em um sistema centralizado, o que dificulta fraudes e assegura a rastreabilidade das operações. Ou seja, oferece mais segurança.
Ademais, as transferências são instantâneas e possuem custos reduzidos, o que torna ainda mais fácil para o comércio eletrônico e as remessas internacionais.
A inclusão financeira também é um fator determinante do Drex. Ele pode aumentar o acesso a serviços financeiros para pessoas que não têm conta em banco, promovendo a inclusão social.
A implementação do Real Digital levanta questões sobre o futuro do dinheiro físico. Por mais que não exista uma previsão concreta para o fim das cédulas, é esperado que o uso do dinheiro digital se torne popular nos próximos anos.
Essa mudança será gradual e pode levar décadas, ou até séculos, mas é inegável que o Drex representa um passo importante nessa direção.
A adoção em massa do Drex enfrenta desafios. A infraestrutura tecnológica precisa ser aprimorada para assegurar a segurança e estabilidade do sistema. Ademais, a população precisa ser educada sobre os benefícios e riscos do dinheiro digital.
As instituições financeiras também terão que se adaptar a essa nova realidade, o que exigirá mudanças impactantes em suas operações. A ideia é que a população não precise do intermédio de um banco para o usar o Real X.
O Banco Central ainda não tem uma data de lançamento do Drex. Inicialmente, a moeda digital deveria ser liberada em 2024, mas ainda é preciso fazer algumas adaptações.
É importante destacar que o Brasil está sendo um dos pioneiros em digitalizar os serviços financeiros. Além do Real Digital, o país também criou o Pix.
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