Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS final 9 e mantém adicionais que aumentam o valor médio. Auxílio Gás e Minha Casa Minha Vida reforçam apoio às famílias em vulnerabilidade.
Cristina Costa Publicado em 28/08/2025, às 19h00
A Caixa Econômica Federal realiza nesta quinta-feira (28) o pagamento da parcela de agosto do Bolsa Família para os beneficiários cujo Número de Inscrição Social (NIS) termina em 9. O valor mínimo do benefício é de R$ 600, mas, com a inclusão de adicionais, a quantia média repassada sobe para R$ 671,54.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa alcança 19,19 milhões de famílias em todo o Brasil, com um gasto total de R$ 12,86 bilhões. Essa ação é considerada fundamental para reduzir a pobreza e garantir melhores condições de vida, sobretudo em regiões onde a vulnerabilidade social é maior.
Assim sendo, o Minha Casa Minha Vida, programa habitacional do governo federal, mantém sua conexão indireta com o Bolsa Família, uma vez que ambas as iniciativas buscam assegurar dignidade às famílias brasileiras, seja por meio da renda mínima ou pelo direito à moradia.
Além do valor mínimo de R$ 600, o Bolsa Família oferece benefícios extras que atendem a perfis específicos. Entre eles:
Benefício Variável Familiar Nutriz: mães de bebês com até seis meses recebem R$ 50 por seis meses a fim de garantir a boa alimentação da criança.
Acréscimo para gestantes e nutrizes: mais R$ 50 mensais.
Adicional para jovens: R$ 50 por cada filho de 7 a 18 anos.
Complemento para crianças pequenas: R$ 150 por criança de até seis anos.
Dessa maneira, o valor final varia conforme a composição familiar. Em outras palavras, famílias com filhos pequenos ou em idade escolar recebem um apoio financeiro ainda maior, ajudando nos custos básicos.
No dia 18 de agosto, moradores de 521 cidades brasileiras receberam o pagamento de forma antecipada, independentemente do número final do NIS. Essa medida beneficiou famílias em municípios atingidos por enchentes, estiagens ou em áreas com populações indígenas em situação de vulnerabilidade.
Entre os locais contemplados estão:
Rio Grande do Sul (497 municípios);
Amazonas (3 cidades);
Paraná (4 cidades);
Roraima (6 cidades);
Sergipe (11 cidades).
O objetivo da antecipação é garantir que, mesmo em situações adversas, as famílias tenham acesso rápido à renda mínima para enfrentar dificuldades emergenciais.
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Outro ponto importante é que, desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não sofrem mais descontos do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o programa em seu formato atual.
O Seguro Defeso é pago a pescadores artesanais que não podem trabalhar durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Ou seja, as famílias que vivem dessa atividade continuam tendo acesso ao benefício sem prejuízos.
Cerca de 2,63 milhões de famílias estão na chamada regra de proteção neste mês de agosto. Essa medida é aplicada quando alguém da família consegue um emprego formal e a renda melhora.
Funciona da seguinte forma:
O grupo segue recebendo 50% do valor do Bolsa Família por até 12 meses.
A condição é que cada integrante da família ganhe até meio salário mínimo.
O valor médio nessa situação ficou em R$ 365,81.
Essa regra foi criada para que o trabalhador não perca o benefício imediatamente ao conseguir um emprego, garantindo tempo de adaptação financeira.
Anteriormente, a regra valia por dois anos, mas desde junho foi reduzida para um ano. Entretanto, quem já estava incluído antes de maio continua recebendo a proteção no prazo antigo.
Além do Bolsa Família, a Caixa também paga nesta quinta-feira (28) o Auxílio Gás para as famílias com NIS final 9. O valor permanece em R$ 108, suficiente para custear um botijão de 13 kg, já que o benefício cobre 100% da média nacional do produto.
Atualmente, 5,13 milhões de famílias recebem o Auxílio Gás, que foi prorrogado até o fim de 2026. Esse benefício está disponível apenas para quem está inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) e possui ao menos um membro da família recebendo o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A lei também estabelece prioridade para mulheres responsáveis pelo lar, especialmente vítimas de violência doméstica.
Ainda que sejam programas diferentes, o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família têm como objetivo comum a redução da desigualdade social.
Enquanto o Bolsa Família garante um mínimo de renda todos os meses, o Minha Casa Minha Vida busca assegurar um lar digno para milhões de famílias. Juntos, os dois programas funcionam como uma rede de proteção que fortalece o acesso a direitos básicos.
Com efeito, muitas famílias que recebem o Bolsa Família também estão na lista de beneficiários do Minha Casa Minha Vida, principalmente nas faixas de menor renda. Isso significa que parte da população brasileira conta simultaneamente com apoio para alimentação e para habitação.
O beneficiário pode consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor a ser recebido e a composição das parcelas por meio do aplicativo Caixa Tem, que funciona como conta digital gratuita.
Além disso, também é possível verificar o saldo nos terminais de autoatendimento da Caixa, em casas lotéricas ou diretamente nas agências do banco.
O Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida representam pilares da política social brasileira. Ao mesmo tempo em que o primeiro assegura condições básicas de sobrevivência, o segundo garante um teto para famílias que antes viviam em situações precárias.
Em síntese, ambos os programas são instrumentos de combate à pobreza e de promoção da cidadania, ajudando milhões de brasileiros a sonhar com uma vida melhor.
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