Antonio Oliveira Publicado em 17/06/2024, às 19h00
Para colecionadores, moedas raras do Brasil, especialmente do Plano Real, são verdadeiros tesouros. A moeda de 50 centavos de 2012, que não tem o zero, pode valer mais do que R$ 1.000 devido à sua raridade e erros de cunhagem.
Moedas comemorativas, como a de R$ 1 de 1998, também são valiosas. A numismática é uma paixão pela história e pela arte que vai além do simples ato de colecionar moedas.
O mercado de numismática no Brasil está se expandindo, com leilões e reuniões de colecionadores cada vez mais comuns, motivados pelo valor monetário e histórico dessas peças raras.
Algumas moedas do Plano Real têm se destacado entre os colecionadores da numismática brasileira por sua raridade e potencial valor. Dependendo de seu estado de conservação, moedas com tiragem limitada podem atingir preços superiores a mil reais, gerando grande interesse no mercado. No entanto, o que torna essas moedas tão distintas e valiosas?
A diferença entre moedas raras e escassas foi explicada pelo vice-presidente da Sociedade Numismática Brasileira (SNB). Bruno Pellizzari, ao jornal Valor Econômico.
Uma moeda no Brasil é considerada escassa quando sua quantidade é inferior a 1 milhão de unidades. Essa limitação na produção pode ser resultado de edições comemorativas ou erros de cunhagem, tornando-as atraentes para colecionadores.
Em 2012, a Casa da Moeda do Brasil emitiu moeda de 50 centavos sem o zero devido a um erro de cunhagem. Após esse incidente, o processo de produção foi revisado e melhorado, e agora existe um dispositivo à prova de erros humanos.
A história, a arte e o valor monetário dessas moedas radas impulsionam o crescimento da numismática brasileira. Encontros e leilões de colecionadores estão se tornando mais comuns, refletindo o crescente interesse e valorização do mercado numismático no Brasil.
Essas moedas podem valer entre R$ 1.000 e R$ 1.500 se houver um erro de cunhagem notável. A peça é muito procurada por colecionadores devido aos seus erros.
Essa moeda, que foi lançada em comemoração aos cinquenta anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, pode variar de R$ 200 a R$ 330, dependendo de sua condição.
Essa moeda, cujo valor varia entre R$ 90 e R$ 120, foi mitida para comemorar a entrega da bandeira olímpica e é um item valioso para colecionadores de temas olímpicos.
Essa moeda pode valer de R$ 60 a R$ 85 como parte do Plano Numismático da FAO (Food and Agriculture Organization). É um dos trabalhos que enfatiza a conexão entre numismática e temas globais.
Essa moeda também foi emitida em homenagem à FAO e pode ser comprada por R$ 20 a R$ 35. Outra peça atrai colecionadores interessados em moedas com temas internacionais.
Bruno Pellizzari destaca a Peça da Coroação como a moeda brasileira mais valiosa fora do Plano Real, além da moedas do Plano Real. Em honra da coroação de D. Pedro I em 1822, essa moeda foi vendida por aproximadamente US$ 500 mil (R$ 2, 48 milhões) em um leilão nos Estados Unidos em 2014.
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