ANP investiga relatos sobre diesel no RS após produtores rurais relatarem dificuldades de compra, apesar de estoques considerados normais.
Rita kurles Publicado em 09/03/2026, às 16h16
O diesel no RS voltou a chamar atenção após produtores rurais relatarem dificuldades pontuais para adquirir o combustível no estado. Segundo informações divulgadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a situação está sendo acompanhada de perto, com o objetivo de garantir o abastecimento regular e evitar qualquer tipo de interrupção no fornecimento.
Primeiramente, a ANP esclareceu que recebeu relatos específicos de agricultores que enfrentaram obstáculos para comprar diesel nos últimos dias. Contudo, apesar dessas ocorrências isoladas, a agência afirmou que não há indícios de falta generalizada do combustível no Rio Grande do Sul.
De acordo com a entidade reguladora, o principal fornecedor da região, a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) — operada pela Petrobras — continua produzindo e distribuindo diesel normalmente. Assim sendo, a expectativa é que o abastecimento siga acontecendo dentro da normalidade.
Em primeiro lugar, é importante entender que os relatos vieram principalmente do setor agrícola. O diesel é essencial para diversas atividades no campo, como o funcionamento de tratores, colheitadeiras e sistemas de transporte da produção rural.
Por essa razão, qualquer dificuldade para adquirir o combustível acaba gerando preocupação entre produtores. Entretanto, segundo a ANP, os casos identificados até agora são considerados pontuais, ou seja, restritos a algumas situações específicas.
Além disso, a agência destacou que não foram identificados motivos técnicos ou operacionais que justifiquem recusa no fornecimento do produto. Em outras palavras, até o momento não existe explicação estrutural para eventuais dificuldades relatadas.
Outro ponto destacado pelas autoridades é que o Rio Grande do Sul produz mais diesel do que consome. Isso acontece principalmente por causa da presença da Refinaria Alberto Pasqualini, uma das mais importantes do país.
Dessa forma, o estado normalmente possui uma condição confortável em relação ao abastecimento. Com efeito, segundo dados da própria ANP, os níveis de estoque são considerados regulares.
Assim, não existe risco imediato de desabastecimento, pelo menos de acordo com as informações disponíveis até o momento.
Apesar da situação atual considerada estável no estado, existe uma preocupação maior em nível nacional. Isso ocorre em virtude do aumento do preço do diesel no mercado internacional.
Atualmente, o valor do combustível fora do Brasil tem se distanciado do preço praticado no mercado interno pelas refinarias brasileiras. Como resultado, a importação de diesel tem se tornado economicamente inviável para algumas empresas.
Esse cenário pode gerar pressão sobre o mercado, uma vez que o Brasil depende parcialmente da importação de combustíveis para atender toda a demanda interna.
Em outras palavras, se importar diesel deixa de ser viável financeiramente, a oferta disponível no país pode ficar mais limitada, o que naturalmente aumenta a preocupação do setor produtivo.
Diante dos relatos recebidos, a ANP decidiu agir rapidamente. Conforme informado pela agência, equipes técnicas estão realizando verificações em instalações e operações relacionadas ao abastecimento de diesel.
Além disso, as empresas distribuidoras de combustíveis serão notificadas oficialmente para prestar esclarecimentos.
Entre as informações solicitadas estão:
Volume atual de diesel em estoque
Quantidade de pedidos recebidos
Número de pedidos efetivamente atendidos
Possíveis razões para recusas de fornecimento
Essa medida tem como finalidade identificar se existe algum problema na cadeia de distribuição do combustível.
Outro ponto que entrou no radar da ANP é a possibilidade de aumentos injustificados no preço do diesel em algumas regiões.
Nesse sentido, a agência informou que poderá atuar em conjunto com órgãos de defesa do consumidor, caso sejam identificadas irregularidades.
A fiscalização busca evitar situações em que o preço do combustível seja elevado sem justificativa, principalmente em momentos de maior demanda.
Por fim, a ANP reforçou que está preparada para tomar todas as medidas necessárias com o propósito de garantir a continuidade do abastecimento de diesel no país.
A agência destacou que acompanha constantemente o mercado de combustíveis e possui instrumentos regulatórios para agir caso surjam riscos ao fornecimento.
Portanto, apesar das dificuldades pontuais relatadas por alguns produtores rurais, o cenário atual ainda não indica uma crise de abastecimento no Rio Grande do Sul.
Em síntese, as autoridades seguem monitorando a situação de perto, a fim de assegurar que o diesel continue chegando normalmente aos consumidores, produtores rurais e empresas que dependem do combustível para suas atividades diárias.
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