Custos de produção de suínos e frangos caíram em maio de 2026, impulsionados principalmente pela redução nos gastos com ração.

Os produtores brasileiros de suínos e frangos receberam uma notícia positiva em maio de 2026. Os custos de produção das duas principais cadeias de proteína animal do país registraram nova queda nos estados que servem de referência para o setor, sinalizando um cenário mais favorável para a atividade após períodos marcados por forte pressão nos preços dos insumos.
O movimento foi impulsionado principalmente pela redução dos gastos com alimentação animal, item que representa a maior parcela das despesas nas granjas brasileiras. A queda pode contribuir para melhorar as margens dos produtores e aumentar a competitividade da produção nacional em um momento em que o agronegócio continua desempenhando papel estratégico na economia brasileira.
Além de impactar diretamente a rentabilidade das propriedades rurais, os custos de produção são acompanhados de perto por cooperativas, frigoríficos, investidores e especialistas do mercado agropecuário, já que servem como importante indicador da saúde financeira do setor.
Santa Catarina, principal referência nacional na produção de suínos, registrou mais um recuo nos custos de produção do suíno vivo durante maio.
O valor caiu de R$ 6,25 para R$ 6,23 por quilo produzido, representando uma redução mensal de 0,37%. O Índice de Custo de Produção de Suínos (ICPSuíno) encerrou o período em 356,33 pontos.
Os números mostram uma tendência de acomodação dos custos ao longo de 2026. No acumulado entre janeiro e maio, o indicador já registra queda de 3,87%. Quando analisado o período dos últimos 12 meses, a redução chega a 1,51%.
A alimentação continua sendo o principal componente das despesas da atividade. Em maio, a ração respondeu por mais de 72% dos custos totais da produção. O item apresentou leve queda no mês e acumula redução significativa desde o início do ano, contribuindo diretamente para o resultado positivo observado pelos produtores.
No setor de frangos de corte, o cenário também foi favorável. O Paraná, maior produtor nacional da proteína, registrou redução de 0,38% nos custos de produção durante maio.
O custo médio ficou em R$ 4,68 por quilo produzido, enquanto o Índice de Custo de Produção de Frangos atingiu 362,13 pontos.
Apesar da queda observada no mês, o acumulado de 2026 ainda apresenta leve alta. Ainda assim, quando analisado o período de 12 meses, o indicador aponta retração superior a 2%, reforçando a melhora gradual das condições econômicas para o setor.
Assim como ocorre na suinocultura, a alimentação dos animais exerce papel decisivo na formação dos custos. A ração representa mais de 63% das despesas totais da atividade e registrou uma redução expressiva em comparação com os meses anteriores.
Leia mais:
Os custos relacionados à nutrição animal continuam sendo os mais relevantes dentro da estrutura financeira das granjas brasileiras.
Ingredientes como milho e farelo de soja influenciam diretamente o valor final da ração, tornando esses insumos determinantes para a rentabilidade dos produtores.
Quando os preços dessas commodities apresentam recuo ou estabilidade, os efeitos costumam ser percebidos rapidamente nos indicadores de custos da produção animal.
Por essa razão, o comportamento do mercado de grãos permanece sendo um dos fatores mais observados por produtores rurais e especialistas do setor agropecuário.
A redução observada em maio reforça uma tendência que pode favorecer o planejamento financeiro das propriedades e estimular novos investimentos em produtividade e expansão.
Santa Catarina e Paraná continuam ocupando posição estratégica dentro da cadeia produtiva brasileira de proteínas animais.
Além de liderarem a produção nacional de suínos e frangos, os dois estados servem como base para os cálculos dos índices oficiais de custos utilizados pelo mercado.
Os indicadores são elaborados pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), que também disponibiliza projeções e informações para outros importantes polos produtores, como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
Esses dados são amplamente utilizados por produtores, cooperativas e empresas para avaliar tendências econômicas e definir estratégias de gestão.
A redução dos custos de produção ocorre em um momento importante para o agronegócio brasileiro. O setor continua enfrentando desafios relacionados ao cenário econômico global, às oscilações cambiais e às variações nos preços das commodities agrícolas.
Mesmo assim, a melhora nos indicadores de custos representa um sinal positivo para a cadeia produtiva de aves e suínos. Menores despesas operacionais podem ampliar margens de lucro, fortalecer a competitividade das exportações e oferecer maior previsibilidade para os produtores.
Embora o mercado permaneça atento aos movimentos dos preços dos grãos e às condições econômicas dos próximos meses, os números de maio mostram que a suinocultura e a avicultura iniciam o segundo semestre em uma posição mais confortável. Para um setor que movimenta bilhões de reais todos os anos e gera milhares de empregos no país, qualquer redução nos custos representa um fator importante para sustentar crescimento, investimentos e competitividade no mercado nacional e internacional.