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TAXA DAS BLUSINHAS é sancionada pelo Presidente Lula com direito a Isenção em sites Shein, AlixPress e outros

Lais Barreto Publicado em 28/06/2024, às 19h00

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TAXA DAS BLUSINHAS é sancionada pelo Presidente Lula com direito a Isenção em sites Shein, AlixPress e outros - Reprodução
TAXA DAS BLUSINHAS é sancionada pelo Presidente Lula com direito a Isenção em sites Shein, AlixPress e outros - Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova medida que altera significativamente o cenário de compras internacionais para consumidores brasileiros. A partir de agora, a isenção de impostos para compras de até US$ 50 em sites estrangeiros como Shopee, Shein e AliExpress chega ao fim.

A mudança faz parte de um pacote de medidas econômicas visando aumentar a arrecadação e combater a concorrência desleal com o comércio local.

O fim da isenção e seus impactos

Até então, compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas estavam isentas de tributos, uma política que facilitava o acesso dos consumidores brasileiros a produtos importados a preços competitivos. Com a nova lei sancionada, todos os produtos adquiridos em sites estrangeiros, independentemente do valor, estarão sujeitos à taxação.

Esta medida é vista como uma tentativa de nivelar o campo de competição entre o comércio local e os gigantes do comércio eletrônico internacional. Empresas como Shopee, Shein e AliExpress, que oferecem uma ampla gama de produtos a preços baixos, atraíam muitos consumidores brasileiros, mas agora enfrentarão um cenário mais desafiador com a inclusão de impostos.

Razões por trás da mudança

A justificativa do governo para essa mudança está centrada em dois pontos principais:

  1. Aumento da Arrecadação: A medida visa aumentar a receita fiscal em um momento em que o governo busca equilibrar suas contas e investir em programas sociais e infraestrutura. A isenção de impostos em compras de até US$ 50 representava uma perda significativa de arrecadação.
  2. Combate à Concorrência Desleal: O comércio local frequentemente reclamava da concorrência desleal apresentada por grandes plataformas internacionais que, sem a carga tributária brasileira, conseguiam oferecer preços imbatíveis. A taxação visa criar condições mais equilibradas para os comerciantes locais.

Como será a cobrança dos impostos

Com a sanção da nova medida, todos os produtos importados serão submetidos ao pagamento de Imposto de Importação, ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). O governo federal deverá definir a operacionalização dessa cobrança, o que incluirá a forma de recolhimento e os percentuais aplicáveis a cada tipo de mercadoria.

Reações dos consumidores e do mercado

A decisão gerou diversas reações entre os consumidores e o mercado. Muitos consumidores expressaram insatisfação nas redes sociais, afirmando que a medida limitará o acesso a produtos mais baratos e variados oferecidos por plataformas internacionais. Por outro lado, comerciantes locais viram a medida como uma oportunidade para competir em igualdade de condições.

Especialistas econômicos apontam que a medida pode, a curto prazo, reduzir o volume de compras internacionais, mas, a longo prazo, pode incentivar o fortalecimento do comércio local e a criação de empregos. Também há a expectativa de que plataformas internacionais busquem estratégias para minimizar o impacto dos impostos, seja por meio de ajustes de preços ou mudanças logísticas.

A sanção da taxação das compras internacionais de até US$ 50 marca uma nova fase no comércio eletrônico no Brasil. Enquanto o governo busca aumentar a arrecadação e promover a equidade competitiva, os consumidores terão que se adaptar à nova realidade de preços.