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7 mitos e mentiras que você já ouviu sobre investimentos

Houve dias em que os corretores de ações nem recebiam certas ligações, a menos que a pessoa estivesse disposta a investir milhares de reais

Redação Publicado em 14/05/2024, às 19h30

7 mitos e mentiras que você já ouviu sobre investimentos - Canva

Há muita informação sobre investimentos flutuando por aí. Há também muitas opiniões ruins, equívocos e mentiras achatadas.

Conhecer a diferença entre mito e realidade é o seu ingresso para atingir suas metas de investimento. Aqui estão os 7 mitos e mentiras que você já ouviu sobre investimentos. Leia e se informe sobre as que é verdadeiro ou não.

Os 7 mitos e mentiras sobre investimentos que circulam por aí

1.“Para começar a investir é preciso ter muito dinheiro”

Houve dias em que os corretores de ações nem recebiam certas ligações, a menos que a pessoa estivesse disposta a investir milhares de reais. Nos dias de hoje, é possível abrir uma conta de corretagem e investir apenas uma parte do montante total disponível de cada vez. 

Nas taxas de transação podem valer a pena investir somas maiores aos poucos, e algumas contas de investimento têm requisitos mínimos - mas você geralmente não precisa ter grandes somas para começar. 

Uma quantia modesta de dinheiro reservada a intervalos regulares pode resultar em um grande ninho de ovos na aposentadoria. Considere que mesmo uma pessoa que ganhe R$ 30.000,00 por ano e reserve 5% de sua renda em 30 anos terminará com mais de R$ 570.000,00 com base em um retorno anual de 7%.

2.“Para investir é necessário ter muito conhecimento sobre o mercado”

Sem querer menosprezar os gestores e analistas de fundos, mas há um crescente corpo de evidências de que ninguém, nem mesmo os profissionais mais experientes, pode consistentemente superar o desempenho do mercado de ações em geral. 

Se você investe dinheiro em um fundo de índice e acompanha o mercado de ações em geral, há uma boa chance de que o faça bem ou melhor do que os figurões da Bolsa de Valores. Definitivamente, não é preciso ter conhecimento prévio para investir no que quer que seja.

3.“Retorno passado é garantia de retorno futuro”

É tentador comprar um investimento porque se saiu bem no passado. E é geralmente verdade que, se uma ação gerou um sólido retorno durante um longo período, é uma boa ideia seguir em frente. 

Mas não há absolutamente nada que impeça um investimento de estancar mesmo depois de anos de grandes retornos. E certamente não faz sentido investir em algo baseado no desempenho dos meses anteriores.

4.“O retorno é sempre o mesmo na Renda Fixa”

Não é bem assim que acontece. A forma que se dará a remuneração na Renda Fixa é pré-determinada no momento em que acontece a aplicação, o que não significa que o investidor tem a certeza de quanto terá de retorno no fim do prazo estipulado.

Na poupança, por exemplo, considerada um dos investimentos menos arriscados e sendo um dos mais conhecidos, é impossível prever um retorno certo, exato. Isso acontece porque, junto com a taxa fica de 0,5% ao mês, é paga a TR (Taxa Referência), que varia.

Essa ocorrência também se dá com o CDB. Mesmo tido como renda fixa, a grande maioria dos CDBs tem como remuneração o percentual da taxa DI, que varia aproximadamente com a taxa Selic. Sendo assim, é impossível prever quanto o indexador variará, mesmo ele sendo conhecido.

Na renda variável não se tem uma forma definida de remuneração quando da aplicação. Ela está interligada a diversos fatores como: estabilidade ou instabilidade do mercado econômico, desempenho da empresa, dentre outras variáveis.

7 mitos e mentiras que você já ouviu sobre investimentos - Canva

5.“Investimento com retorno garantido”

O mercado de investimentos é volátil. Contas de poupança, contas do mercado monetário segurado e CDs são vistos como muito seguros porque são “garantidos” pelo Governo Federal. 

Você pode facilmente obter o dinheiro aplicado na poupança se precisar por qualquer motivo. Mas há uma compensação pela segurança e disponibilidade imediata. A taxa de juros geralmente é menor em comparação com os outros investimentos.

Embora tecnicamente seguros, esses investimentos não são isentos de riscos: o risco é que a baixa taxa de juros que você recebe não acompanhará a inflação. 

Por exemplo, com a inflação, uma barra de chocolate que custa R$ 1,00 hoje pode custar R$ 2,00 daqui a dez anos. Se o seu dinheiro não cresce tão rápido quanto a inflação, é como perder dinheiro, porque, enquanto R$ 1,00 compra uma barra de chocolate hoje, em dez anos só pode comprar metade de um.

6.“A economia está ruim. É hora de fugir do mercado”

As oscilações selvagens podem ser assustadoras para os investidores individuais, particularmente aqueles que não têm investido muito tempo, e não estão acostumados a ver as ações indo para qualquer lugar, menos para cima. 

Mas isso não quer dizer que você deveria ficar assustado em entrar no mercado financeiro mesmo com a economia em crise. Ninguém gosta de perder dinheiro, mas é importante ter uma visão de longo prazo e não tomar decisões na volatilidade de curto prazo.

7.“Ainda sou muito novo para investir pensando em aposentadoria”

Quando você é jovem, muitas vezes é difícil economizar o suficiente para cobrir aluguéis, alimentação, estudos e sair à noite com amigos, quanto mais reservar fundos adicionais que você não pode tocar por mais 40 anos. 

Mas, essa é uma das lições financeiras mais importantes que os jovens precisam aprender.  Um dos erros financeiros mais comuns que as pessoas cometem é não pensar o suficiente em sua aposentadoria. O maior impacto que você pode causar é a economia que você faz desde cedo.

Poupar para a aposentadoria em tenra idade pode render a você duas vezes mais do que poupar anos já com uma idade avançada, graças à magia dos retornos compostos. 

Se você investir R$ 5.000,00 por ano durante 10 anos, a partir dos 25 anos, isso pode significar mais de R$ 1,5 milhão quando você se aposentar. Se você começar com 35 e continuar investindo, você, provavelmente, nunca alcançará esse valor. Comece jovem!

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